Protocolo da <em>Bombardier</em> nada garante
Os 50 trabalhadores ameaçados de despedimento colectivo tiveram acesso, através da Comissão de Trabalhadores, à proposta de Protocolo da multinacional canadiana, que terá ainda de ser ratificada pelo Governo, a EMEF e a Agência Portuguesa de Investimentos.
António Tremoço, disse ao Avante!, na terça-feira, que o documento apenas garante a continuidade das instalações existentes e é omissa quanto ao futuro dos trabalhadores. Para este sindicalista e membro da CT, esta foi a forma de a Bombardier garantir que a concorrência não se apropriará do património existente, de forma a deixar o mercado livre para a multinacional canadiana.
No protocolo, a Bombardier apenas aponta a proposta de construção, nas instalações da Venda Nova, das 25 locomotivas para o Metro do Porto, mas o documento carece do parecer das restantes entidades. Para a CT, a Bombardier e a Siemens apropriaram-se das capacidades de conhecimento e mão-de-obra especializada que existiam na Sorefame e destruíram a unidade, numa lógica de eliminação de concorrência.
Na terça-feira, foi contactado o Ministério da Economia para se saber o que pretende fazer a tutela, mas este remeteu o sindicalista para o Ministério das Finanças, numa atitude que o dirigente sindical considera ter sido «uma passagem de responsabilidades para que, no fim, ninguém as assuma».
Para ontem estava marcado um plenário, onde a CT ia propor a realização de uma vigília de protesto junto ao Ministério dos Transportes, ou das Finanças.
António Tremoço, disse ao Avante!, na terça-feira, que o documento apenas garante a continuidade das instalações existentes e é omissa quanto ao futuro dos trabalhadores. Para este sindicalista e membro da CT, esta foi a forma de a Bombardier garantir que a concorrência não se apropriará do património existente, de forma a deixar o mercado livre para a multinacional canadiana.
No protocolo, a Bombardier apenas aponta a proposta de construção, nas instalações da Venda Nova, das 25 locomotivas para o Metro do Porto, mas o documento carece do parecer das restantes entidades. Para a CT, a Bombardier e a Siemens apropriaram-se das capacidades de conhecimento e mão-de-obra especializada que existiam na Sorefame e destruíram a unidade, numa lógica de eliminação de concorrência.
Na terça-feira, foi contactado o Ministério da Economia para se saber o que pretende fazer a tutela, mas este remeteu o sindicalista para o Ministério das Finanças, numa atitude que o dirigente sindical considera ter sido «uma passagem de responsabilidades para que, no fim, ninguém as assuma».
Para ontem estava marcado um plenário, onde a CT ia propor a realização de uma vigília de protesto junto ao Ministério dos Transportes, ou das Finanças.